O Concreto Celular é um tipo de concreto leve, pois sua composição acaba ficando poroso e aerado. Ele é bem mais leve do que o concreto convencional.
As pequenas câmaras de ar no
interior do concreto celular que permitem que sua estrutura se torne porosa é
resultado da injeção de espuma ou agente expansor no concreto. Essa injeção é
capaz de formar bolhas de ar no material, o que torna o processo de fabricação
mais preciso. Logo, a principal contribuição do concreto celular para a
tecnologia do concreto provém dessa precisão e da capacidade de controlar a
densidade final do material, com poros regulares.
Para assentar esses blocos
existem argamassas específicas. É preciso ficar atento quanto as novas normas
da ABNT para a utilização desse concreto Celular. A norma da ABNT traz regulamentação para projeto, execução e
controle de estruturas de concreto celular.
A Associação
Brasileira de Normas Técnicas publicou, há menos de um
mês, a norma que regulamenta os projetos e construção de paredes de concreto
celular estrutural em edificações de até dois pavimentos.
A NBR 17071:2022 Parede de concreto celular estrutural moldada no local para a construção
de edificações – Projeto, execução e controle – Requisitos e procedimentos foi elaborada pelo Comitê Brasileiro de
Construção Civil (ABNT/CB-002). O intuito da publicação era atualizar a
regulamentação que havia sido estruturada ainda em 1992, e ajustá-las à
tecnologia e caracterização necessárias.
• Densidade de massa aparente no estado endurecido entre 1.400 kg/m³ e 2.000 kg/m³;
• Material moldado, preferencialmente, em etapa única de concretagem (permitindo a existência de vãos para portas e janelas, tubulações de instalações prediais e elementos especificados em projetos no interior das paredes após a desforma);
• Tubulações embutidas que não conduzam fluidos;
• Cobertura adequada de armadura e seção transversal compatível com esforços solicitantes;
• Resistência significativa a ações com quaisquer tipos de consequências, tanto durante a construção quanto ao longo de sua vida útil; e
• Detalhes construtivos que mantenham a estabilidade pelo tempo necessário à evacuação quando da ocorrência de ações excepcionais localizadas previsíveis.
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